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I'm a warrior,
and you can never hurt me again.

Eu sinto saudade dos seus lábios tocando nos meus. Eu sinto saudade do calor dos teus braços me confortando. Eu sindo saudade do seu cheiro se misturando ao meu. Eu sinto saudade das sua mão sobre a minha, se tornando uma só. Eu sinto saudade do seu “eu te amo” sussurrado ao pé meu do ouvido. Eu sinto saudade de colocar a mão em seu peito e sentir seu coração bater. Eu sinto saudade dos seus olhos brilhando após um “eu te amo” falado por mim. Eu sinto saudade do seu riso após uma piada sem graça que eu acabará de contar. Eu sinto saudade das mordidas ardentes entre os nossos beijos. Eu sinto saudade da sua mão passeando pelo meu corpo inteiro, fazendo eu me arrepiar. Eu sinto saudade da sua risada se confundindo com a minha, depois de algo engraçado que ambos fizeram. Eu sinto saudade da sensação que eu sinto quando você olha dentro dos meus olhos e me chama de sua. Eu sinto saudade dos filmes “vistos” com você. Eu sinto saudade das suas provocações. Eu sinto saudade do seu sorriso de canto, que só você sabe dar. Eu sinto saudade da melhor melodia para os ouvidos de um ser humano, a sua voz. Eu sinto saudade do seu olhar me dominando. Eu sinto saudade das suas juras de amor. Eu sinto saudade, meu amor. Eu sinto saudade de você.

Eu sinto saudade… (via a-incorreta)

Para se roubar um coração, é preciso que seja com muita habilidade, tem que ser vagarosamente, disfarçadamente, não se chega com ímpeto, não se alcança o coração de alguém com pressa. Tem que se aproximar com meias palavras, suavemente, apoderar-se dele aos poucos, com cuidado. Não se pode deixar que percebam que ele será roubado, na verdade, teremos que furtá-lo, docemente. Conquistar um coração de verdade dá trabalho, requer paciência, é como se fosse tecer uma colcha de retalhos, aplicar uma renda em um vestido, tratar de um jardim, cuidar de uma criança. É necessário que seja com destreza, com vontade, com encanto, carinho e sinceridade. Para se conquistar um coração definitivamente tem que ter garra e esperteza, mas não falo dessa esperteza que todos conhecem, falo da esperteza de sentimentos, daquela que existe guardada na alma em todos os momentos. Quando se deseja realmente conquistar um coração, é preciso que antes já tenhamos conseguido conquistar o nosso, é preciso que ele já tenha sido explorado nos mínimos detalhes, que já se tenha conseguido conhecer cada cantinho, entender cada espaço preenchido e aceitar cada espaço vago. E então, quando finalmente esse coração for conquistado, quando tivermos nos apoderado dele, vai existir uma parte de alguém que seguirá conosco. Uma metade de alguém que será guiada por nós e o nosso coração passará a bater por conta desse outro coração. Eles sofrerão altos e baixos sim, mas com certeza haverá instantes, milhares de instantes de alegria. Baterá descompassado muitas vezes e sabe por que? Faltará a metade dele que ainda não está junto de nós. Até que um dia, cansado de estar dividido ao meio, esse coração chamará a sua outra parte e alguém por vontade própria, sem que precisemos roubá-la ou furtá-la nos entregará a metade que faltava. E é assim que se rouba um coração, fácil não? Pois é, nós só precisaremos roubar uma metade, a outra virá na nossa mão e ficará detectado um roubo então! E é só por isso que encontramos tantas pessoas pela vida a fora que dizem que nunca mais conseguiram amar alguém… é simples… é porque elas não possuem mais coração, eles foram roubados, arrancados do seu peito, e somente com um grande amor ela terá um novo coração, afinal de contas, corações são para serem divididos, e com certeza esse grande amor repartirá o dele com você.

 Luís Fernando Veríssimo  (via criticou)
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